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Carla Hassett neste seu terceiro álbum, nos leva através de uma jornada saudosa e introspectiva. CÍRCULO, nos revela expressões de tristeza, alegria, dor e redenção e ao mesmo tempo permite que você viaje através do tempo para um mundo movimentado por aventuras. Essa cantora sensual que nasceu no Brasil, nos leva para Chicago, Los Angeles, e depois para o Brasil, para as suas raízes e para os sons que a fizeram se apaixonar pela música e que cativou seu espírito para sempre. A batida sexy do samba se mistura com o ritmo mais lento do soul music americana nessas 12 faixas saborosas, cantadas tanto em português como em inglês, com uma inspiração que vem de algum lugar ainda mais profundo e emocional. A jornada de Carla para introduzir para o seu público essa paixão que ela tem pela música, foi uma grande ajuda para que ela fortalecesse sua própria resolução de enfrentar o mundo com determinação e coragem.

Enquanto amadurecia como artista e viajava entre continentes e culturas, Carla já sabia que iria encontrar sua voz; de alguma forma antiga, mas ao mesmo tempo nova. Uma voz que prestava homenagem ao panorama criativo do Brasil e aos sons de soul music que ela escutou nas estações das rádios pop de Chicago. Dentro de sua voz passou a existir um lugar onde todas essas influências divergentes poderiam coexistir harmoniosamente.

“Eu queria levar o meu público de volta à música que me define como artista”, diz Carla. “Cresci em Chicago, em uma casa tipicamente brasileira, onde falávamos apenas português, e por isso me apaixonei pelo samba, a bossa nova, e a MPB que meus pais tocavam, assim como pelo soul e música pop no rádio; músicas do Bill Withers, Al Green, Steely Dan e Fleetwood Mac.”

As melodias de CÍRCULO têm influência da música popular que ela ouvia quando criança. Carla se lembra de ouvir canções que falavam de amor e perda, mas sempre se agarrando a uma ponta de esperança. Era um tema universal que repercutia na música e na cultura apaixonante do Brasil.
Com visitas regulares a São Paulo, sua cidade de origem, Carla se mudou para lá por quase um ano, enquanto trabalhava no seu álbum. Ela mergulhou na energia eletrificante e na cultura da cidade com seus artistas contemporâneos, como por exemplo Céu, Tiê, Instituto e Curumin.

“Falando em completar o círculo,” nos conta Carla, “quando eu estava em São Paulo, eu vivi em um apartamento que ficava na área onde nasci, e também havia algo que eu desconhecia e soube depois, que também ficava ao lado do lugar onde meus pais se conheceram, quando frequentavam a faculdade.”

Ao contrário de seu álbum anterior, “Quero Saber,” que teve participações ecléticas de uma mistura de vários colaboradores conhecidos, Carla fez de CÍRCULO uma jornada pessoal e assumiu as músicas de sua autoria. Liderado e produzido por Léo Costa, participaram deste álbum, um grupo importante de músicos brasileiros que vivem em Los Angeles, trazendo uma autenticidade audível para o projeto. Convidados como o produtor James Gadson, o famoso baterista e vocalista (que trabalhou com alguns artistas como Bill Withers, Martha Reeves, Randy Crawford, Quincy Jones, Herbie Hancock, BB King, e Rose Royce), ele gravou os vocais da Carla em uma mesa de som que ele comprou de Barry Gordy, a mesa de som da Motown, que era usada para gravar os artistas icônicos que ajudaram a moldar o som inconfundível da Motown.

“Quero que as pessoas sintam a alegria da música, para poder ver de onde vem essa paixão,” diz Carla. “Não quis contar com ninguém mais para fazer com que essa jornada acontecesse. Essa foi minha história que completou a volta pelo círculo, apesar de que James Gadson teve participação especial no meu cover do Bill Withers’ ‘Another Day to Run. ’ Esperamos que CIRCULO o chame carinhosamente para ouvir o álbum quando estiver triste, para que possa encher seu coração com um pouco da alegria brasileira, com esperança e amor.”

Ela já teve a sua voz comparada a de Bebel Gilberto e também por ter sido inspirada por Aretha Franklin e Sade, mas ao mesmo tempo é inegável que a música de Carla tenha se definido pelas suas próprias experiências. Com uma voz versátil e hábil, Carla já fez turnês e gravações com gente famosa como Billy Idol, REO Speedwagon, Gino Vannelli, Solomon Burke, Jon Anderson (Yes), Christopher Cross, Sergio Mendes, Mimi Betinis, Mike Patton, e outros. Ela participou de vocais em projetos como que incluem os filmes
Ask the Dust e Rio.

Carla viaja regularmente entre a América do Norte e do Sul e se apresenta como artista solo, tanto com um trio como com uma banda inteira. Ela dá aulas de música no Silverlake Conservatory of Music (Conservatório de Música em Silverlake, propriedade do Flea do Red Hot Chili Peppers) e continua a trabalhar e a se apresentar em shows ao vivo e como vocalista em estúdios de gravação.